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CFO REFORÇA NECESSIDADE DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SUSPENDER AUTORIZAÇÕES PARA ABERTURA DE NOVOS CURSOS DE ODONTOLOGIA

CFO REFORÇA NECESSIDADE DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SUSPENDER AUTORIZAÇÕES PARA ABERTURA DE NOVOS CURSOS DE ODONTOLOGIA

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) reforçou, nessa sexta-feira, dia 25 de janeiro, a reivindicação ao novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, para suspensão de novos cursos de graduação em Odontologia por cinco anos, em âmbito nacional. O CFO já havia feito essa mesma solicitação em novembro de 2017, ainda na gestão anterior, por meio do Ofício CFO 1573/2017, mas até o momento nenhuma providência foi tomada.

Segundo o Conselho Federal, o objetivo é manter a sustentabilidade da profissão em médio e longo prazo. Para o CFO, o crescimento indiscriminado das instituições que ofertam a graduação em Odontologia pode gerar um colapso na qualidade dos serviços ofertados à população. “No dever legal de fiscalizar o exercício profissional, entende-se que a qualidade do ensino ofertado pode ser prejudicada no formato que está hoje, o que coloca em risco, também, a saúde da sociedade, com o atendimento odontológico que deveria ser de excelência”, explicou o presidente do CFO, Juliano do Vale.

Atualmente, existe um cirurgião-dentista para 645 habitantes no Brasil, sendo que o recomendável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é um cirurgião-dentista para 1.200 habitantes. Em apenas quatro anos, de 2015 a 2019, o número de instituições de ensino que ofertam a graduação em Odontologia cresceu 87%, passando de 220 para 412 faculdades. De acordo com o CFO, esse aumento tendência uma crise na profissão, caso o formato que está aplicado hoje não passe por mudanças.

Nesse contexto, a graduação em Odontologia oferecida no formato de Ensino à Distância (EAD) também é combatida pelo CFO. O Conselho reforça a manifestação apresentada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), a qual faz parte, para que o CNS seja ouvido no que diz respeito às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de cada curso em saúde, junto ao Ministério da Educação (MEC) e ao Conselho Nacional de Educação (CNE) para avaliação dos cursos à distância em saúde.
(fonte: cfo.org.br)